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Rússia aprova fim de acordo com Ucrânia para base no Mar Negro

Kiev aprova aumento nas tarifas de gás natural após fim de descontos dados por Moscou

O Estado de S. Paulo,

31 de março de 2014 | 10h06

MOSCOU - O Parlamento russo aprovou nesta segunda-feira, 31, o fim  dos acordos com a Ucrânia envolvendo a frota da Marinha do país no Mar Negro, sediada no porto de Sebastopol, na Crimeia, anexada pela Rússia há duas semanas, informou o canal pró-Kremlin Russia Today.

A medida é mais uma retaliação russa ao governo interino pró-ocidental da Ucrânia. Moscou já havia cortado os benefícios na exportação de gás natural para Kiev, que levaram o governo a aumentar o preço do combustível.

O reajuste foi confirmado hoje pelo Parlamento ucraniano. Será de 64% para administrações públicas, assim como um de 29% aos consumidores industriais. A estratégia também faz parte dos duros cortes do gasto público exigidos pelo FMI.

A Comissão relaciona essa medida com a alta no preço do combustível azul importado da Rússia, que aumentará para US$ 480 por mil metros cúbicos a partir de amanhã, depois que o governo russo deixasse de aplicar todos os descontos que beneficiam os ucranianos. A tarifa do gás para os consumidores domésticos aumentará em torno de 40%.

"Não temos outra saída. Nos vemos obrigados a elevar as tarifas energéticas para não quebrarmos", argumentou o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, que lembrou que o preço pago pelo gás russo se multiplicará a partir de abril.

Na última quinta-feira,  o legislativo da Ucrânia aprovou um pacote de leis anticrise exigido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para receber um resgate financeiro avaliado em US$ 27 bilhões. / EFE

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