Rússia aprova lei contra o consumo de cigarros

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou nesta segunda-feira, uma ampla lei antifumo, que estabelece limites rígidos sobre onde as pessoas podem fumar e onde cigarros podem ser vendidos. A Rússia é o segundo maior mercado do mundo para a venda de cigarros.

AE, Agência Estado

25 de fevereiro de 2013 | 12h17

O projeto passou rapidamente pelo Parlamento, tendo sido aprovado nas duas casas do legislativo em apenas dois meses, apesar da forte resistência das quatro maiores empresas internacionais de tabaco, que controlam 90% do mercado russo.

O Ministério da Saúde, que elaborou a lei e foi a principal força por trás de sua aprovação, disse esperar que as novas regras reduzam o número de mortes relacionadas ao fumo no país pela metade nos próximos 10 a 15 anos. Cerca de 40% dos russos fumam - um total de 44 milhões de pessoas - sendo que 400 mil pessoas morrem a cada ano de doenças relacionadas ao tabaco a cada ano.

"A implementação das medidas contidas no projeto de lei vai reduzir a mortalidade por doenças associadas ao uso do tabaco entre 150 mil e 200 mil por ano", disse o vice-diretor do Ministério, Oleg Salagai, à agência de notícias Interfax. A lei também proíbe o anúncio de cigarros e exige advertências sobre seu consumo nos maços.

A Rússia é um importante mercado para as quarto maiores companhias de tabaco do mundo. Analistas estimam que a Japan Tobacco obtenha 11% de seu lucro no mercado russo, seguida pela Philip Morris International, com 9%, British American Tobacco, com 8%, e pela Imperial Tobacco, com 5%.

Funcionários do setor de tabaco disseram que se resignaram ao fato de que o projeto seria aprovado depois que várias autoridades do governo - principalmente o primeiro-ministro Dmitry Medvedev, ter expressado seu forte apoio a ele.

Até pouco tempo atrás, a Rússia estava relutante em lidar com a questão do alto índice de fumantes. Em 1990, quando a União Soviética estava perto do colapso, a falta de cigarros gerou tumultos em todo o país, embora autoridades do setor da saúde tenham dito que o crescente custo da saúde não podia mais ser ignorado. As informações são da Dow Jones.

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