Rússia ataca Gori; Cruz Vermelha enviará remédios à Georgia

Ministro georgiano afirma que cidade está sendo 'massivamente' bombardeada por aviões do Exército russo

Jamil Chade, da Agência Estado, com agências internacionais,

10 de agosto de 2008 | 17h15

A Organização das Nações Unidas (ONU) conseguiu a garantia de que corredores humanitários serão criados para que entidades de resgate consigam chegar até as vítimas dos conflitos na Geórgia, enquanto o Comitê Internacional da Cruz Vermelha já planeja o envio de médicos e toneladas de remédios para as áreas de conflito. Entidades e moradores em Tblisi, a capital da Geórgia, alertam que a situação é "caótica". Neste domingo, 10, o ministro do Interior da Geórgia, Shota Utashvili, afirmou que a cidade de Gori estava sendo "massivamente" atacada por aviões do Exército russo, segundo informações da agência de notícias France Press.  Maia Kardava, representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na capital da Geórgia, disse que o governo local se esforça para tentar demonstrar à população que não há o que temer. "As mensagens pedindo calma são constantes", afirmou. Ela confirmou que locais muito próximos à capital foram bombardeados. "As pessoas estão sendo obrigadas a se organizar para se movimentar pela cidade", afirmou.  Veja também:UE anuncia envio de ajuda humanitária à Ossétia do SulONU pede corredor humanitário para os civis da Ossétia do SulOtan diz que Rússia violou integridade territorial na GeórgiaGeórgia anuncia retirada de tropas da capital da Ossétia do SulEntenda o conflito separatista na Geórgia Assista ao vídeo no Youtube  Professor comenta a situação no Cáucaso  Galeria de fotos do conflito O CICV confirmou que está se preparando para enviar uma equipe de cirurgiões à Geórgia. "Sabemos que o número de vítimas é muito grande", afirmou Maia. Além disso, 15 toneladas de equipamentos para o tratamento de água serão enviados de Genebra a Tblisi. O material seria suficiente para garantir água potável a 20 mil pessoas. Outras 8 toneladas de remédios também estariam à caminho. Mas isso seria suficiente para atender apenas a 400 pessoas. Um dos problemas é que ninguém sabe dizer quando é que as entregas conseguirão ser feitas.Ontem, o alto comissário da ONU para Refugiados, Antonio Guterres, deixou claro que os corredores humanitários precisam ser criados com urgência. As Nações Unidas, ao final do dia de ontem, recebeu garantias de que dois corredores seriam estabelecidos. Um deles ligaria a Ossétia do Sul à Rússia. O outro ligaria a região em conflito à capital da Geórgia, Tblisi.

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