Rússia bloqueia declaração do CS sobre a Síria

A Rússia bloqueou, nesta segunda-feira, uma proposta de declaração sobre o massacre na vila síria de Treimsa, informaram diplomatas. Enviados russos se opuseram à declaração alegando que os acontecimentos não estão claros, afirmaram as fontes, em condição de anonimato.

AE, Agência Estado

16 de julho de 2012 | 20h50

O rascunho da declaração dizia que o ataque à vila, na quinta-feira, foi uma "violação" dos compromissos do governo sírio com o enviado especial da Liga Árabe e da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, de não usar armamentos pesados. Mas a Rússia não permitiu a divulgação do documento.

Dezenas de pessoas foram mortas em Treimsa por tropas do presidente Bashar Assad, afirmam ativistas. O governo nega qualquer envolvimento.

A Rússia convocou o major-general Robert Mood, chefe da Missão da ONU de Supervisão na Síria (UNSMIS) para falar ao conselho sobre os assassinatos.

O porta-voz da ONU, Martin Nesirky, disse que a UNSMIS ainda tenta verificar o que aconteceu em Treimsa, mas disse que "é bastante perceptível que algo terrível aconteceu lá e que armas pesadas foram usadas".

Diplomatas ocidentais disseram que provavelmente deixarão de fazer pressão pela aprovação da declaração. Os 15 membros do conselho poderão se concentrar na negociação de uma resolução formal sobre o futuro da missão da ONU na Síria e devem chegar a um acordo até sexta-feira.

Reino Unido, França, Estados Unidos, Alemanha e Portugal querem uma resolução que inclua ameaças de sanções não-militares se Assad não interromper o uso de armamento pesado. No entanto, a resolução proposta está sob o Capítulo 7 da ONU, que permite que as sanções sejam impostas militarmente. Moscou opõem-se a qualquer resolução que possa ser imposta através da força e rejeita a ameaça de sanções.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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