Rússia coloca Exército para combater focos de incêndio

As Forças Armadas da Rússia foram mobilizadas, neste sábado, para combater as centenas de focos de incêndio que estão atingindo pequenas vilas e vastas áreas de florestas. As autoridades informam que os maiores focos estão sob controle, mas a população continua a ser evacuada das regiões próximas. Cerca de 300 caminhões de combate de incêndio do Exército russo foram enviados para conter o fogo que atinge cerca de 14 das 83 regiões do país, incluindo os arredores de Moscou.

AE-AP, Agência Estado

31 de julho de 2010 | 09h33

Os incêndios já mataram pelo menos 30 pessoas nos últimos três dias, de acordo com as autoridades, e eles estão ocorrendo à medida que Moscou e outras regiões do país estão atravessando seu verão mais quente desde o início dos registros de temperaturas, há 130 anos. O Ministério de Situações de Emergência da Rússia informou em seu website que os incêndios estão sob controle com as medidas preventivas que foram tomadas, mas a televisão estatal informou que em algumas regiões cerca de 20 novos focos de incêndio são registrados todos os dias. Mais de dez mil bombeiros estão entre as 250 mil pessoas envolvidas no combate aos incêndios.

Na cidade industrial de Togliatti, na região central da Rússia, 2 mil crianças foram retiradas de um acampamento de verão. Em todo o país, os incêndios já destruíram 1.200 casas, de acordo com a porta-voz do Ministério de Situações de Emergência, Yelena Chernova. As províncias de Voronezh e Nizhni Novgorod foram as mais afetadas até o momento. A cidade de Voronezh, distante 475 quilômetros ao sul de Moscou e com 850 mil habitantes, teve metade de suas casas reduzida a cinzas.

O primeiro ministro Vladimir Putin visitou ontem a vila de Verkhnyaya Vereya, na região de Nizhni Novgorod, onde todas as 341 casas foram queimadas e cinco habitantes morreram. Ele prometeu aos residentes compensação de 200 mil rublos cada, cerca de US$ 6.600. As informações são da AP.

Tudo o que sabemos sobre:
RússiaincêndioscalorMoscou

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.