EFE/333 Squadron / Norway Royal Airf
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Rússia começa a reduzir dispositivo militar na Síria

Agências russas, citando o chefe do Estado-Maior do país, Valeri Gerasimov, afirmaram que o porta-aviões Almirante Kuznetsov será o primeiro equipamento a deixar a região

O Estado de S. Paulo

06 Janeiro 2017 | 11h05

MOSCOU - A Rússia afirmou ter começado a reduzir seu dispositivo militar na Síria e prometeu retirar seu porta-aviões da região de conflito em razão da entrada em vigor, na semana passada, do cessar-fogo entre o governo de Bashar Assad e os rebeldes, informaram nesta sexta-feira, 6, as agências russas citando o chefe do Estado-Maior russo.

Em conformidade com a decisão do presidente Vladimir Putin, "o ministério da Defesa russo começou a reduzir as forças militares mobilizadas na Síria", indicaram várias agências russas citando Valeri Gerasimov e ressaltaram que o porta-aviões "Almirante Kuznetsov" será o primeiro a partir. 

"Em concordância com a decisão do Comandante Supremo das Forças Armadas da Federação Russa, Vladimir Putin, o Ministério da Defesa começou a reduzir suas forças de combate na Síria", disse Gerasimov. "Quero parabenizar todos os membros do nosso porta-aviões que completaram suas missões com sucesso."

A Kuznetsov liderou a operação naval russa na costa síria em uma rara aparição desde o colapso da União Soviética, fornecendo apoio aéreo ao Exército sírio. Ataques em larga escala contra forças rebeldes foram lançadas da frota que decolou deste porta-aviões.

O chefe do Estado-Maior do Exército sírio, tenente-general Ali Abdullah Ayoub, visitou o Kuznetsov para marcar o fim de sua missão. Em declarações à televisão russa, ele ressaltou a importância do apoio militar russo dado a Damasco na "guerra contra o terrorismo e a necessidade de desenvolver a cooperação militar" com a Rússia, mesmo depois da "vitória sobre o terrorismo".

A Rússia já anunciou a redução de suas tropas na Síria em outras ocasiões e não cumpriu. Em março, por exemplo, Moscou disse que retiraria parte de seu pessoal, mas continuou enviando suprimentos por terra e ar antes de reforçar a quantidade seus combatentes no país, em outubro. / AFP e REUTERS

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