Rússia comemora nova resolução sobre sanções ao Irã

O ministro do Exterior da Rússia, Sergey Lavrov, comemorou nesta segunda-feira, 11, a revisão da resolução das Nações Unidas contra o Irã, apontando que a nova proposta, segundo ele, não impedirá a Rússia de construir a primeira usina atômica iraniana.França e Inglaterra, ambos membros permanentes no Conselho de Segurança (CS), lançaram na sexta-feira uma revisão da resolução da ONU, que entre outras novidades diminui o número de sanções impostas a Teerã por se recusar a cessar seu programa de enriquecimento de urânio.A nova proposta tem como meta ganhar o apoio da Rússia e da China, membros permanentes do CS que acreditam que a proposta de sanções original é muito severa.Lavrov afirmou que a nova resolução é baseada em reformas sugeridas pela Rússia e que, mesmo assim, não afetará a construção da usina de Bushehr, prevista para estar pronta no fim do próximo ano. "Bushehr não tem nenhuma relação com a atual resolução", afirmou o ministro. O projeto, segundo ele, "está em total acordo com as normas da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e não poderá haver nenhuma negociação sobre qualquer restrição a ela".O novo acordo deverá banir o suprimento de materiais e de tecnologia que poderão contribuir para programas nucleares e de mísseis. Mas tal acordo explicará detalhada e exatamente quais itens serão proibidos. A nova resolução européia também elimina todas as menções à usina Bushehr, que poderá ser a primeira usina atômica do Irã. Porém ela mantém uma série de sanções que limitam a assistência técnica da AIEA ao país, e pede aos outros países para que tentem proibir que estudantes iranianos estudem disciplinas relacionadas a energia nuclear.O Irã, porém, insiste que seu programa nuclear é puramente pacífico e tem em vista apenas a produção de energia nuclear, mas os Estados Unidos e os europeus acreditam que as atividades de enriquecimento do Irã têm como meta criar armas nucleares.

Agencia Estado,

11 de dezembro de 2006 | 16h21

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.