Reuters
Reuters

Rússia compara ataque a prédio do governo da Síria com guerra civil

Chanceler afirma que autoridades sírias e rebeldes devem manter calma e acabar com a violência

17 de novembro de 2011 | 12h13

Atualizado às 15h00 para acréscimo de informação

 

MOSCOU - O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, comparou nesta quinta-feira, 17, o ataque dos rebeldes sírios a um prédio do governo com um começo de guerra civil.

 

Veja também:

especialINFOGRÁFICO: A revolta que abalou o Oriente Médio

 

Lavrov disse que as autoridades sírias e as forças de oposição devem acabar com a violência e dar início a processos de negociação de paz. "A violência não é o único que vem das autoridades", disse. Para o ministro, o ataque de quarta-feira, 16, feito por soldados sírios desertados e agora unidos à oposição "já se parece com uma guerra civil".

 

Anteriormente, a Rússia pediu à Síria que adotasse reformas com urgência, porém insistiu que as forças da oposição também devem ser responsabilizadas pelos distúrbios. No entanto, um líder importante da oposição síria que se encontrou com Lavrov na última terça-feira disse que eles não pretendem dialogar com Bashar Assad.

 

Lavrov afirmou, ainda, que as autoridades sírias devem admitir a presença de membros da Liga Árabe no país e também que os jornalistas façam a cobertura dos conflitos sem restrições.

 

Plano

 

O chanceler russo ainda criticou o plano de paz apresentado pela Liga Árabe - e aceito pelo regime de Assad - afirmando que as propostas poderiam ser mais "concretas" para acabar com a violência na Síria. "A posição da Liga Árabe sobre a necessidade de parar a violência - independente de onde vem - precisa ser mais detalhada e concreta", afirmou o ministro do Exterior Sergei Lavrov, informou a AFP.

 

"Para a realização da iniciativa da Liga Árabe, propomos que todos países que se preocupam com uma solução pacífica dos eventos na Síria exijam não só que as autoridades sírias parem a violência, mas também todos grupos de oposição, sem exceção. (...) Isso deveria ser feito em nome da Liga Árabe e dos países de cujo território a oposição tem trabalhado", disse.

 

Moscou, aliado importante de Damasco desde a era soviética, se recusou a apoiar os pedidos de sanções contra o governo de Bashar al-Assad feitos pelos países ocidentais e tem culpado repetidamente a oposição pelo levante no país. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.