Rússia concorda com Israel sobre restrição de venda de armas

O Governo russo aceitou um pedido de Israel para que suas vendas de armas à região sejam verificadas de forma mais estrita, a fim de que elas não cheguem a mãos de organizações terroristas. A informação é do jornal israelense "Ha´aretz", que destaca a assinatura de um acordo entre os dois países com vistas à visita do primeiro-ministro do Estado judeu, Ehud Olmert, nesta terça-feira a Moscou.Segundo o jornal, os termos desse artigo do acordo são muito gerais, mas reconhecem a necessidade de um maior controle na venda de armas para que estas não cheguem a mãos de terceiros.Embora não exista uma menção de casos particulares, o jornal destaca que durante a última guerra do Líbano, em julho e agosto, a guerrilha do Hezbollah obteve mísseis antitanque de fabricação russa, aparentemente vendidos à Síria há alguns anos.Há um mês, Israel se queixou à Rússia que esses foguetes foram empregados contra suas forças, e solicitaram que Moscou se assegure que as armas que vende a Damasco não cheguem a terceiros. Segundo o jornal, a Rússia aceitou restringir as condições de venda de armas, de modo que funcionários russos possam realizar visitas para verificar que não são transferidas a organizações terroristas.Durante sua visita a Moscou, Olmert se reunirá com o presidente Vladimir Putin, com o ministro da Defesa, Serguei Ivanov, e com o de Exteriores, Serguei Lavrov. As conversas serão centradas na cooperação da Rússia ao programa nuclear iraniano e as dificuldades no Conselho de Segurança da ONUpara impor sanções a Teerã, embora não se espere uma mudança de postura por parte de nenhum dos dois Governos.

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