Rússia criou condições para queda do MH17, diz EUA

A Rússia foi responsável por "criar as condições" que resultaram na queda do voo MH17 da Malaysia Airlines na Ucrânia, disseram nesta terça-feira altos funcionários do governo dos EUA. Apesar da afirmação, essas autoridades destacaram que ainda não há provas de uma participação direta do governo russo no incidente.

AE, Agência Estado

22 de julho de 2014 | 22h04

Segundo esses funcionários, o avião foi provavelmente derrubado por um míssil terra-ar SA11 disparado pelos separatistas, apoiados pela Rússia. A suspeita dessas autoridades de segurança se baseia em imagens de satélites, ligações telefônicas interceptadas e conteúdos compartilhados pelos insurgentes em redes sociais. A autenticidade dessas provas está sendo verificada por peritos nos EUA.

Apesar disso, os funcionários disseram desconhecer o responsável pelo disparo do míssil ou se havia agentes russos no lugar em que houve o lançamento. "Não temos um nome, não temos a categoria do armamento disparado e nem sequer estamos 100% seguros de sua nacionalidade", disse um dos funcionários. Todos eles falaram em condição de anonimato com a Associated Press.

Em entrevista à CNN, o assessor adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, disse que os EUA continuam trabalhando para determinar se o disparo do míssil tem "vinculação direta" com a Rússia, incluindo se havia russos no lugar do ataque e qual era o grau de treinamento dos separatistas para um ação deste tipo.

"Cremos que o presidente Putin e o governo russo têm responsabilidade pelo apoio que têm dado aos separatistas, por lhes fornecer armas e treinamento, e pelo ambiente geral de instabilidade no leste da Ucrânia", afirmou Rhodes.

Rhodes afirmou ainda que o trânsito de armamento pesada da Rússia para a Ucrânia continua, mesmo depois da queda do MH17, que causou a morte de todos os 298 passageiros a bordo. Fonte: Associated Press.

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