Rússia critica Otan por plano de retirada do Afeganistão

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, fez fortes críticas nesta quinta-feira ao plano da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para retirar suas tropas do Afeganistão até 2014, com o argumento de que os soldados deveriam permanecer no país até que as forças afegãs estejam aptas a garantir a segurança.

AE, Agência Estado

19 de abril de 2012 | 11h27

"Enquanto o Afeganistão não for capaz de garantir a segurança no país por contra própria, os prazos artificiais para a retirada não são corretos e não deveriam ser estabelecidos", disse Lavrov.

A Otan planejar transferir a responsabilidade pela guerra contra o Taleban ao exército e polícia afegãos em meados do ano que vem e completar a retirada de suas tropas do país ate o final de 2014. A aliança já começou a retirar os soldados, que no ano passando chegaram a somar 140 mil.

Líderes da Otan dizem que as forças afegãs estão progredindo rapidamente e serão capazes de combater os insurgentes após 2014. Críticos, no entanto, apontam o uso generalizado de drogas e a alta taxa de deserção entre os soldados afegãos como sinais de que as forças do governo continuam despreparadas para assumir a segurança do país.

Em resposta a Lavrov, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que o governo afegão concordou com os prazos e que o cronograma "definitivamente, não é artificial". Ele também apelou à Rússia, China e outros países não-membros da aliança a ajudarem a financiar as forças afegãs depois de 2014. As informações são da Associated Press.

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