Rússia critica sanções impostas por EUA e UE e fala em consequências

Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que Washington sofrerá 'prejuízos reais' e energia na Europa custará mais

O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2014 | 11h44

(Atualizada às 14h35) MOSCOU - A Rússia chamou nesta quarta-feira, 30, as novas sanções dos Estados Unidos de "destrutivas e míopes", afirmando que serviriam apenas para agravar os laços entre os dois países, que em razão da crise ucraniana já estão em seu pior estado desde a Guerra Fria. Sobre as sanções impostas pela União Europeia, Moscou afirmou que levarão ao aumento do preço da energia na Europa.

As sanções apresentadas na terça se dirigem contra os bancos públicos russos, o setor da defesa e o petroleiro.

"Tais decisões de Washington podem agravar ainda mais a situação das relações entre Rússia e EUA e criar um ambiente extremamente desfavorável nas relações internacionais, em que a cooperação entre nossos Estados desempenha com frequência um papel decisivo", disse o Ministério das Relações Exteriores russo, em um comunicado.

Na Europa, as sanções "inevitavelmente" levarão a preços mais altos da energia, afirmou o ministério. "Ao partir para uma sequência de sanções, Bruxelas, por sua própria vontade, está criando barreiras para uma maior cooperação com a Rússia em uma esfera tão importante quanto à da energia. Isso é uma medida impensada e irresponsável. Vai inevitavelmente levar a um aumento dos preços no mercado europeu."

Moscou ressaltou que Washington sofrerá "prejuízos reais" em consequência do novo pacote de sanções econômicas. "As perdas de fato provenientes dessa política destrutiva e míope serão em grande medida tangíveis para Washington."

A Rússia acusa o governo americano de se "vingar por sua política (russa) independente" na Ucrânia e considera que as sanções, sobretudo ao setor de defesa, também buscam dar vantagens competitivas às empresas americanas. "Observamos elementos claros de concorrência desleal econômica e comercial nas ações dos EUA", disse a Chancelaria russa. /EFE e REUTERS

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