Rússia decreta embargo e limita importação de produtos após sanções

Decreto assinado por Putin vale para produtos agrícolas, matérias-primas e alimentos; medida deve durar pelo menos um ano

O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2014 | 14h44

MOSCOU - O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto embargando ou impondo limites às importações de produtos agrícolas, matérias-primas e alimentos de países que impuseram sanções à Rússia em razão da crise ucraniana, disse o serviço de comunicação do Kremlin nesta quarta-feira, 6.

Putin ordenou que sua equipe de governo formule uma lista dos produtos que deverão ser banidos, em uma medida que deve durar pelo menos um ano, disse o Kremlin, sendo que há a possibilidade de modificar esse prazo.

O presidente ressaltou, no entanto, que as medidas devem ser tomadas "com extrema cautela, para apoiar os produtores nacionais, mas sem prejudicar os consumidores". Por isso, pediu ao Executivo o aumento da oferta de produtos nacionais e para evitar um aumento dos preços em razão da redução das importações.

Na terça, Putin havia pedido ao governo "medidas em resposta às sanções contra a Rússia" aprovadas pelos EUA e países da União Europeia. "Os instrumentos políticos de pressão à economia são inaceitáveis, contradizem todas as normas e regras", declarou o presidente, que assegura ao país que as sanções permitirão aumentar a independência econômica russa.

EUA e UE adotaram há uma semana novas sanções econômicas contra a Rússia por não fazer o suficiente para diminuir a tensão na Ucrânia. A situação piorou após a queda do voo MH17 da Malaysia Airlines na região de Donetsk. Washington e Kiev acusam os separatistas pró-Rússia de terem derrubado o avião.

As sanções, contra os bancos públicos russos e os setores da Defesa e petroleiro, obrigaram o governo russo a replanejar sua estratégia econômica e orçamentária para este e o próximo ano. / EFE e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.