Rússia defende que ONU envie missão de paz a Coreias

O Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou neste domingo uma reunião de emergência para tratar da crescente tensão na Península Coreana e a Rússia, a pedido da qual o encontro foi convocado, defendeu que a ONU envie um representante para uma "urgente missão de paz" na região, disseram fontes diplomáticas.

Agência Estado

19 de dezembro de 2010 | 20h00

A Rússia convocou a reunião com a intenção de Moscou é buscar uma resolução conclamando as Coreias do Norte e do Sul a exercerem a máxima moderação. No encontro, representantes dos 15 países que integram o CS da ONU ouviram um resumo da situação elaborado por Lynn Pascoe, subsecretário da ONU para assuntos políticos.

Moscou pediu ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a nomeação de um enviado especial para negociar uma saída para a crise entre os dois países vizinhos e rivais, disseram as fontes diplomáticas.

Um diplomata disse que a maioria dos países representados no CS da ONU quer uma resolução que condene a Coreia do Norte pelo ataque a uma ilha sul-coreana em 23 de novembro. Rússia e China, no entanto, exigem apenas que os dois lados demonstrem moderação e que Ban nomeie um enviado especial.

A reunião deste domingo foi convocada ontem pelo embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, com o objetivo de desenvolver ações diplomáticas capazes de reduzir a tensão entre as Coreias do Norte e do Sul.

A Coreia do Norte tem advertido que acontecerá uma "catástrofe" se a Coreia do Sul levar adiante seus planos de realizar, na terça-feira, manobras militares com munições reais na mesma ilha bombardeada por Pyongyang no mês passado durante um exercício militar sul-coreano. Quatro pessoas morreram no incidente, sendo dois militares e dois civis.

O comando das Forças Armadas da Coreia do Norte elevou o alerta de suas unidades de artilharia localizadas na costa oeste do país perto da fronteira com a Coreia do Sul, informou hoje a agência sul-coreana de notícias Yonhap. Segundo uma fonte não identificada citada pela Yonhap, as Forças Armadas da Coreia do Norte também colocaram em prontidão caças que estavam nos hangares.

Também neste domingo, a Coreia do Sul ignorou os pedidos da Rússia e da China para evitar uma nova escalada e reafirmou que levará adiante a manobra militar prevista para a terça-feira. O exercício é considerado uma resposta ao ataque norte-coreano de 23 de novembro. Apesar disso, as Forças Armadas da Coreia do Sul asseguraram que as armas serão apontadas em direção oposta à Coreia do Norte durante o exercício.

Pyongyang rejeita a fronteira desenhada no Mar Amarelo por um general norte-americano no fim da fase bélica da Guerra da Coreia, em 1953. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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