Rússia desiste de instalar mísseis perto da Polônia

A Rússia afirmou neste sábado que vai desistir de um plano para instalar mísseis perto da fronteira com a Polônia já que os Estados Unidos abriram mão de um plano para um escudo antimíssil no Leste Europeu. A Rússia também criticou duramente o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pelos novos comentários em que negou o Holocausto.

AE-AP, Agencia Estado

19 de setembro de 2009 | 18h19

No entanto, nenhum dos dois movimentos foi significativo. O plano para colocar mísseis Iskander perto da fronteira com a Polônia era uma mera ameaça. E, como o Kremlin já havia criticado anteriormente Teerã por questionar a ocorrência do Holocausto, os líderes russos se recusaram a apoiar a pressão do Ocidente por sanções mais duras contra o Irã.

O vice-ministro da Defesa russo, Vladimir Popovkin, afirmou à rádio Ekho Moskvy que a atitude de Barack Obama tornou a instalação de mísseis na região de Kaliningrado desnecessária. Popovkin descreveu a decisão de Obama como "uma vitória da razão sobre a ambição".

"Naturalmente, vamos cancelar contramedidas que a Rússia planejou em resposta, uma das quais era a instalação de mísseis Iskander na região de Kaliningrado", disse Popovkin. A declaração do vice-ministro foi a mais explícita até agora sobre a intenção da Rússia de abandonar o plano depois da decisão de Obama, anunciada quinta-feira.

No entanto, Popovkin acrescentou que a decisão final sobre o assunto só pode ser tomada pelo presidente russo, Dmitry Medvedev, de acordo com informações de agências de notícias russas. Medvedev ainda não falou sobre a questão. As informações são da Associated Press.

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