Rússia diz não acreditar que massacre foi obra do governo sírio

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniu neste domingo para discutir o recente massacre na cidade síria de Houla. A ONU culpa o governo sírio pelo ocorrido, mas Damasco e Moscou sugerem que poderia ter sido uma ação rebelde.

REUTERS

27 Maio 2012 | 17h25

Pelo menos 116 pessoas, incluindo muitas crianças, foram mortas no ataque, segundo disse o líder da missão de observadores da ONU na Síria, general Robert Mood, ao Conselho de Segurança. A informação veio de um diplomata que estava na reunião a portas fechadas. O diplomata pediu que o seu nome não fosse revelado.

O vice-embaixador russo na ONU, Alexander Pankin, disse à imprensa que o seu país estava cético em relação às sugestões de que o massacre era obra do governo sírio. Segundo ele, parecia que a maioria das vítimas foram mortas com facas e tiros de curta distância.

O embaixador britânico, Mark Lyall Grant, no entanto, discordou.

"Parece bem claro que o massacre foi causado por bombardeio pesado de artilharia e tanques do governo", disse ele, antes da reunião.

Os diplomatas afirmaram que esperam chegar a um acordo sobre algum tipo de condenação ao massacre, apesar de Moscou, aliada do presidente sírio, Bashar al-Assad, ter mostrado um discurso distinto do das potências ocidentais.

A reunião de emergência do Conselho de Segurança foi convocada depois de os russos rejeitarem a proposta de um comunicado, feita pela França e o Reino Unido, para condenar o massacre, disseram diplomatas, sob condição de anonimato.

(Reportage de Louis Charbonneau)

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