Alexander Kots/Komsomolskaya Pravda via AP
Alexander Kots/Komsomolskaya Pravda via AP

Rússia diz que apoiará ‘ativamente’ Exército sírio se ele estiver ameaçado em Alepo

Anúncio foi feito no momento em que coligação de combatentes curdos e árabes das Forças Democráticas Sírias avança na província

O Estado de S. Paulo

07 Junho 2016 | 10h30

MOSCOU - A Rússia apoiará "ativamente" o Exército da Síria, se ele estiver ameaçado em Alepo, ao norte do país, e arredores - advertiu na segunda-feira o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.

"A respeito do que ocorre em Alepo e em suas proximidades, temos advertido os americanos. Eles sabem que apoiaremos ativamente o Exército sírio por via aérea para impedir que os terroristas conquistem territórios", declarou o chanceler russo em coletiva de imprensa com seu contraparte, Timo Soini.

"Tomaremos nossas decisões em função da situação. Estamos em contato com os americanos todos os dias (...) então, não haverá surpresas", acrescentou Lavrov.

O anúncio foi feito no momento em que a coligação de combatentes curdos e árabes inscritos nas Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiados pelos Estados Unidos, avança na Província de Alepo, onde ameaça a rota que a organização Estado Islâmico utiliza para se abastecer entre a cidade síria de Raqqa e a Turquia.

A organização extremista faz frente ao avanço das FDS e do Exército sírio, apoiado pela aviação russa.

Lavrov reiterou que a Rússia está disposta a se juntar à Força Aérea americana "para ações de combate (...) contra os terroristas", afirmando que não deseja que esta coordenação "dê uma oportunidade (à oposição) de ganhar poder e continuar sua ofensiva".

Em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado Elizabeth Trudeau reiterou que "o regime (sírio) e a Rússia não podem usar a presença da Al-Nusra para se envolver em atividades ofensivas contra outros grupos. Fomos muito claros nisso".

"Repetimos que a Rússia e o regime de (Bashar) Assad devem distinguir os terroristas daqueles que participam para colocar um fim nas hostilidades", acrescentou, garantindo que autoridades americanas negociam com grupos moderados no terreno para estimulá-los a se afastar da Al-Nusra.

Na semana passada, em uma conversa por telefone, Lavrov e o secretário de Estado americano, John Kerry, evocaram a necessidade "de ações comuns decisivas" contra a Frente Al-Nusra.

Em meados de maio, a Rússia propôs aos Estados Unidos lançarem ataques conjuntos contra os grupos extremistas na Síria, uma proposta imediatamente rejeitada por Washington. /AFP

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