Alexsey Druginyn/Reuters
Alexsey Druginyn/Reuters

Rússia diz que atacar Irã seria 'erro muito sério'

Para o país, não se deve tomar uma decisão militar para solucionar o problema nuclear iraniano

AE, Agência Estado

07 de novembro de 2011 | 09h31

MOSCOU - A Rússia advertiu nesta segunda-feira, 7, que a possibilidade de um ataque militar contra o Irã seria "um erro muito sério", que levaria a mais conflitos e a mortes de civis.

"Seria um erro muito sério repleto de consequências imprevisíveis", afirmou o ministro russo, Serguei Lavrov, após receber um aviso do presidente de Israel, Shimon Peres, de que um ataque é cada vez mais provável. "A intervenção militar apenas leva ao aumento múltiplo nas mortes e ao sofrimento humano", afirmou Lavrov. "Não pode haver solução militar para o problema nuclear iraniano, assim como não pode haver isso para nenhum outro problema no mundo moderno", disse ele.

A advertência de Israel é feita antes da esperada apresentação, esta semana, de um novo relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear iraniano.

Lavrov disse que as campanhas militares em andamento, como a da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, provam os riscos do envolvimento estrangeiro. O uso da força só é possível sob duas circunstâncias segundo a Carta da ONU, lembrou ele: legítima defesa ou através da decisão do Conselho de Segurança da ONU.

No final do domingo, o jornal norte-americano Washington Post informou que o Irã já domina os passos críticos para construir armas nucleares, após receber ajuda de cientistas estrangeiros. Citando diplomatas ocidentais e especialistas nucleares não nomeados, o jornal diz que um ex-cientista soviético teria ajudado o país na construção de detonadores de alta precisão. Tecnologia ligada a especialistas do Paquistão e da Coreia do Norte também ajudaram o programa iraniano, afirma o Post.

 

As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
RússiaIrã

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.