Rússia diz que pode tomar medidas para conter inflação

O Banco da Rússia irá utilizar ferramentas monetárias para controlar o aumento dos preços ao consumidor, se a inflação causada por fatores não-monetários continuar elevada, disse a presidente da instituição, Elvira Nabiullina.

Estadão Conteúdo

13 de outubro de 2014 | 10h12

Depois de elevar as taxas de juros três vezes neste ano, o banco central manteve as taxas inalteradas em setembro, mas disse que estava pronto para apertar ainda mais a política.

Falando em uma comissão de Orçamento no parlamento, Elvira Nabiullina disse que cerca de metade dos fatores de inflação são de natureza não-monetária.

Recentemente a inflação se acelerou, impulsionada pela proibição feita por Moscou de importações de alimentos de Estados que aplicaram sanções contra a Rússia. Os preços de importação também subiram devido ao rublo mais fraco. O banco central tem pouca influência sobre estas fontes de inflação.

Mas o BC vai utilizar ferramentas monetárias se a inflação não-monetária continuar elevada e representar riscos para a inflação geral. O Banco da Rússia se reunirá para decidir juros em 31 de outubro.

Nabiullina reiterou o compromisso do banco em deixar o rublo flutuar livremente no próximo ano. Por enquanto, o banco central continua a intervir e gastou cerca de US$ 6 bilhões nos primeiros 10 dias do mês para apoiar o rublo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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