Rússia diz que provas apresentadas sobre Síria 'não são convincentes'

Porta-voz de Putin afirma que Moscou não concorda com qualquer ação para mudar um governo

Fernando Nakagawa, enviado especial a São Petersburgo,

05 de setembro de 2013 | 14h16

SÃO PETERSBURGO - O governo russo reafirmou nesta quinta-feira, 5, a posição contrária a uma intervenção militar na Síria antes da confirmação de que houve uso de armas químicas por parte do regime de Bashar Assad. Segundo o porta-voz do governo de Vladimir Putin, Dmitry Peskov, a decisão sobre o tema precisa de anuência do Conselho de Segurança das Nações Unidas e as provas apresentadas até agora sobre o uso de armas químicas "não são convincentes".

Durante entrevista sobre o primeiro dia da reunião de cúpula do G-20, Peskov disse que qualquer ação militar na Síria só deve ocorrer após aprovação do Conselho de Segurança. "Só o Conselho pode tomar uma decisão como essa. Países podem tomar essa atitude, mas a decisão não pode ser considerada legítima."

O porta-voz russo argumenta que nenhuma decisão deve ser tomada "antes da avaliação dos especialistas" sobre a acusação de que o governo Assad teria usado armas químicas em Ghouta, subúrbio de Damasco. "Não podemos aceitar provas que estão longe de serem convincentes", disse Peskov, ao comentar que o material apresentado até agora "não sugere" a ação.

"Nós (Rússia) precisamos ser convencidos da legitimidade das provas", afirmou Peskov, ressaltando que Moscou não concorda "com alguém que força uma ação" para mudar um regime.

 
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