Rússia diz que sanções enfraquecem luta antiterrorismo

Ministério de Relações Exteriores acusa EUA de espalhar mentiras sobre envolvimento russo em queda de avião da Malaysia Airlines

Agência Estado

26 Julho 2014 | 11h04

A Rússia respondeu neste sábado à mais recente rodada de sanções impostas pela União Europeia, dizendo que elas colocam em perigo a luta contra o terrorismo internacional. Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores acusa os Estados Unidos de espalhar mentiras sobre o envolvimento da Rússia na queda do avião da Malaysia Airlines na Ucrânia.

As sanções da UE impõem proibições de viagens e congelamento de bens a 15 pessoas, incluindo Alexander Bortnikov, chefe do Serviço Federal de Segurança da Federação Russa (FSB) e Sergei Beseda, chefe do departamento de operações internacionais e atividade de inteligência. Quatro membros do Conselho de Segurança da Rússia também estão na lista.

O comunicado do Ministério russo afirma que as sanções mostram que a UE está virando as costas ao "trabalho conjunto com a Rússia na segurança nacional e internacional, incluindo a luta contra armas de destruição em massa, terrorismo e crime organizado". "Estamos certos de que a decisão será recebida com entusiasmo pelos terroristas internacionais", declarou o Ministério.

Em um depoimento separado, o Ministério declarou ainda que os Estados Unidos estão conduzindo "uma campanha implacável de calúnias contra a Rússia".

O texto dedica espaço aos comentários feitos na sexta-feira pelo porta-voz de Washington Josh Earnest, no qual ele diz que os russos são "culpáveis" pela derrubada do voo MH17 no leste da Ucrânia. O Ministério russo reclamou que essas acusações não são baseadas em evidências. "Em outras palavras, o regime de Washington está baseando suas acusações em especulação tirada da internet e que não corresponde a realidade", concluiu. Fonte: Associated Press.

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