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Rússia diz ter destruído centros de comando e treinamento do Estado Islâmico na Síria

Autoridade de Moscou afirma que bombardeios contra o grupo jihadista devem durar de três a quatro meses 

O Estado de S. Paulo

02 Outubro 2015 | 08h25

MOSCOU - A Força Aérea da Rússia destruiu um centro de comando e um campo de treinamento do Estado Islâmico na Síria, informou nesta sexta-feira, 2, um porta-voz militar russo. "Em 1º de outubro, caças-bombardeiros Soy-34 destruíram um centro de comando do Estado Islâmico e um campo de treinamento perto de Qasert-Faraj, ao sudoeste de Raqqa", disse o general Igor Konashenkov, porta-voz militar, aos jornalistas.

Segundo a Rússia, a Força Aérea lançou 18 ataques nas últimas 24 horas, atingindo 12 posições do grupo jihadista.

O general também informou que os bombardeios russos destruíram um centro de comando de comunicações na província de Alepo. A ação militar russa na Síria deve durar três ou quatro meses, informou o presidente da comissão das Relações Exteriores da Duma Federal (Câmara dos Deputados) russa, Alexei Pushkov. 

"Há um risco de estagnação, mas em Moscou falamos de três ou quatro meses de operação", disse Pushkov à emissora de rádio francesa Europe 1. Além disso, o russo acrescentou que o que importa nesses ataques é a intensidade. "A coalizão americana realizou bombardeios durante um ano, mas sem resultados. No entanto, se as operações forem feitas de maneira eficaz, os resultados chegarão."

De acordo com Pushkov, "apenas 20% dos bombardeios americanos obtiveram resultados já que 80% deles não atingiram as bases" do grupo jihadista.

Próximo ao presidente Vladimir Putin, Pushkov afirma que a Rússia não está coordenando com os EUA os bombardeios. "Os americanos não querem, dizem que devemos nos juntar a sua coalizão". Apesar disso, ele informou que nesta sexta devem acontecer os primeiros contatos entre as forças armadas dos dois países para tentar estabelecer algum tipo de coordenação.

Na quinta-feira, autoridades dos dois países realizaram uma teleconferência de quatro horas para discutir como garantir que as duas operações não entrem em conflito entre si.

Putin será recebido nesta sexta em Paris pelo presidente francês, François Hollande, quem lembrou ao governo de Moscou na noite de quinta-feira que "é preciso bombardear na Síria o Estado Islâmico (EI), não os outros".

Os EUA acusam Moscou de bombardear outros grupos contrários ao regime do presidente sírio, Bashar Assad, entre eles rebeldes treinados pela CIA. As autoridades russas dizem atacar o EI e "outros grupos terroristas". /EFE

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