Rússia diz vender toda sua produção de polônio 210 aos EUA

O diretor da agência atômica da Rússia Rosatom, Serguei Kirienko, afirmou que todo o polônio 210 produzido no país é vendido a empresas dos Estados Unidos, em declarações publicadas nesta quinta-feira pelo jornal governamental Rossiiskaya Gazeta. Restos do isótopo radioativo polônio 210, substância altamente venenosa, foram achadas no corpo do antigo membro dos serviços secretos russos Alexandr Litvinenko, que morreu na semana passada em Londres. Segundo Kirienko, a Rússia produz só oito gramas de polônio 210 por mês e "toda esta quantidade vai para empresas dos EUA, através de um único fornecedor autorizado, a companhia Tekhnaberpot, e os compradores garantem por escrito que o uso é exclusivamente para fins pacíficos. Antes de morrer, Litvinenko, segundo pessoas próximas, escreveu uma carta acusando o presidente russo, Vladimir Putin, de ter ordenado seu assassinato. Ex-coronel do Serviço Federal de Segurança (antiga KGB), Litvinenko se exilou em 2000 no Reino Unido. Ele publicou um livro culpando os serviços secretos russos pelos ataques com explosivos em Moscou, em 1999, para iniciar a segunda guerra da Chechênia. Segundo fontes próximas, Litvnenko investigava o assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaya, abatida a tiros na porta de casa, em Moscou, em 7 de outubro.

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