Rússia é ameaça aos países bálticos, diz secretário britânico

Michael Fallon afirmou que as tensões entre Moscou e a Otan estavam "subindo"; organização deve estar pronta para a ameaça

O Estado de S. Paulo

19 de fevereiro de 2015 | 19h02

O secretário de Defesa da Grã-Bretanha, Michael Fallon, disse nesta quinta-feira, 19, que a Rússia representa um "perigo presente e real" para a segurança da Europa e que poderá tentar desestabilizar os países bálticos, ex-repúblicas soviéticas que agora fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Fallon afirmou que as tensões entre Moscou e a Otan estavam "subindo" e que a organização deve estar pronta para a ameaça do presidente russo, Vladimir Putin, contra a Letônia, a Estônia e a Lituânia. "Estou preocupado com a pressão de Putin sobre os bálticos, o modo que ele testa a Otan", disse. "Putin é uma ameaça para a Europa assim como o Estado Islâmico."

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Lukashevich, refutou os comentários de Fallon. "A ameaça mítica da Rússia nunca existiu", disse à agência Interfax. "É o bloco do Atlântico Norte que apresenta ameaças que nós temos de levar em conta em nosso planejamento militar."

Representantes dos países bálticos não se mostraram alarmados com as declarações de Fallon.

O ministro da Defesa da Letônia, Raimonds Vejonis, disse que os líderes políticos russos são imprevisíveis, mas "nós não vemos ameaças na Letônia e a probabilidade disso acontecer com nossos vizinhos é muito baixa".

O primeiro-ministro da Estônia, Taavi Roivas, disse que não é preciso "pessimismo excessivo ou pânico generalizado". "A Otan é forte, a Otan é unida." / AP

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