Rússia e China ainda não apóiam sanções contra o Irã

Rússia e China ainda não concordaram em apoiar os Estados Unidos e as principais potências da União Européia (UE) em adotar sanções contra o Irã, pelo fato de o país ter desafiado a comunidade internacional ao romper o lacre de algumas de suas instalações nucleares. Segundo o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, a adoção de sanções não é a melhor solução para o problema nuclear iraniano. Já a China pediu hoje a retomada de negociações com o Irã sobre crise nuclear.Em entrevista coletiva, o chefe da diplomacia russa lembrou as sanções internacionais contra o Iraque e acrescentou: "Todos sabem a que conduziram". Serguei Lavrov ressaltou que o objetivo de todo país preocupado com a segurança internacional deve consistir em "garantir o regime de não-proliferação das armas nucleares"."Daí que falar de sanções é como pôr a carroça na frente dos burros", disse Lavrov, que insistiu que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deve obter informações que permitam dar fim às dúvidas suscitadas pelo programa nuclear de Teerã. ChinaNa China o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Kong Quan, disse que o governo de seu país "considera que resolver pacificamente a crise nuclear iraniana com negociações diplomáticas é uma boa opção nas atuais circunstâncias e beneficia o interesse de todas as partes".Sobre as recentes declarações do embaixador chinês para a ONU, Wang Guangya, de que levar o caso ao Conselho poderia complicar o caso, Kong ressaltou que não diferem da postura oficial chinesa.Mas o porta-voz não disse se a China, que tem poder de veto no Conselho de Segurança, rejeitará uma tentativa dos EUA ou da UE de levar a crise ao organismo. "Todas as partes envolvidas expressaram (em Londres) seu desejo de regular a crise através de medidas e consultas diplomáticas", acrescentou.O porta-voz pediu "paciência" e "os máximos esforços possíveis" para que sejam retomadas as negociações entre os três países representantes da UE (França, Reino Unido e Alemanha) e o Irã. ReuniãoDiplomatas de França, Reino Unido, Alemanha, EUA, Rússia e China se reuniram ontem em Londres para analisar o problema iraniano, e a chamada "troika européia" anunciou que pedirá à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) uma reunião extraordinária entre 2 e 3 de fevereiro.

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