Rússia e China assinam tratado de amizade

O presidente chinês Jiang Zeimin chegou hoje à Rússia para uma visita com a qual espera reforçar as bases de uma "parceria estratégica" entre os dois ex-rivais comunistas com um tratado de amizade - considerado chave para as atuais relações em ambos os países, e o primeiro em mais de 50 anos. O tratado que Jiang e o presidente russo Vladimir Putin deverão assinar após as conversações no Kremlin na segunda-feira será o primeiro no gênero desde os anos 50, quando Joseph Stálin e Mao Tsé-tung promoveram uma aliança sino-soviética que depois terminou em rivalidade. "O tratado de amizade e cooperação que assinarei com o presidente Putin tem uma importância histórica", disse Jiang em um comunicado distribuído "Ele lançará sólidas bases para um longo, saudável e estável desenvolvimento das relações entre China e Rússia neste novo século". A visita de Jiang se segue à decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI), na sexta-feira, de eleger Pequim como sede dos Jogos Olímpicos de 2008, e à iniciativa de Putin de enviar ao presidente chinês um telegrama de congratulações. Rússia e China compartilham uma posição contra uma alegada dominação global dos EUA, e se opõem enfaticamente aos planos de Washington de desenvolver um sistema nacional de defesa antimísseis balísticos. Após o bem-sucedido teste do sistema antimísseis realizado ontem pelo Pentágono, o encontro em Moscou será uma oportunidade para os dois líderes avaliarem as expectativas futuras do presidente George W. Bush a respeito do projeto. De qualquer modo, Rússia e China deixaram claro que sua "parceria" não constitui uma aliança contra os EUA ou qualquer outro país.

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