Rússia e China criam objeções à proposta de sanções ao Irã

As grandes potências mundiais estão estudando propostas para sanções contra as ambições nucleares do Irã, incluindo punições à Guarda Revolucionária de Teerã e ao banco estatal Sepah. Mas em estudo sobre as perspectivas para uma segunda resolução do Conselho de Segurança, visto pela Reuters na última quinta-feira, 8, Rússia e China criaram objeções a muitas das medidas. Um elemento importante com o qual concordam é o embargo total de exportações de armas do Irã. As novas propostas que estão sendo estudadas incluem proibição de viagens e restrições financeiras e comerciais, além de expansão da lista de autoridades e empresas iranianas que terão bens congelados. Por exemplo, firmas controladas pela Guarda Revolucionária do Irã e do Banco Sepah. Segundo o documento, Rússia e China manifestaram cautela sobre as sanções contra a Guarda Revolucionária. Eles não se opõem à proibição de exportações de armas pelo Irã, mas têm reservas em relação à proposta que permite a países adotarem "ação cooperativa" para evitar o tráfico de armas. Outra proposta em estudo é a proibição de novos empréstimos de países ao Irã. Rússia e China querem que isso seja voluntário. O documento tem data de 3 de março, mas muitos dos pontos já foram resolvidos, disseram diplomatas que falaram com a condição de manter o anonimato. Não foi estabelecida uma data para votação no conselho formado por 15 membros, e não é esperada uma proposta de texto de resolução pelo menos até a próxima semana. O governo Bush já adotou sanções unilaterais contra o Irã. Próxima reunião Embaixadores dos cinco membros permanentes do conselho de segurança - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China - além da Alemanha, encontraram-se na quinta-feira pela terceira vez nesta semana e planejam outra reunião para esta sexta-feira, 9. "Ainda não há resolução para tratar", disse Alejandro Wolff, embaixador dos EUA. Os EUA e países europeus suspeitam que o Irã esteja tentando fabricar armas nucleares sob a cobertura de um programa civil. Teerã nega e afirma que busca apenas gerar eletricidade. Uma resolução de 23 de dezembro impôs sanções comerciais sobre materiais e tecnologia relacionados à área nuclear e congelou bens de indivíduos e grupos. A ONU exige que o Irã suspenda o enriquecimento de urânio, que pode ser usado para usinas ou para bombas, mas Teerã não aceita.

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