Alexey Druzhinyn/Ria Novosti/Efe
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Rússia e China declaram-se contra intervenção na Síria

Os dois países afirmam que unirão forças para implementar o plano de paz apresentado por Kofi Annan

AE, Agência Estado

06 de junho de 2012 | 10h05

PEQUIM - Rússia e China declararam, em comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira, 6, que se opõem fortemente a uma intervenção e à mudança de regime na Síria, após reunião entre o presidente russo Vladimir Putin e líderes chineses.

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"Rússia e China são, decisivamente, contra tentativas de regular a crise síria com intervenção militar externa, assim como a imposição de...uma política de troca de regime", diz o documento.

Os dois países também declararam que unirão forças pela implementação do plano de paz apresentado por Kofi Annan, enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe, afirmou o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

"Nós confirmamos que coordenaremos nossas ações sobre a Síria e que a principal coisa neste momento é executar o plano de Annan e a resolução do Conselho de Segurança (da ONU), declarou Lavrov.

Para ele, atender aos pedidos da oposição para uma mudança de regime na Síria, governada pelo presidente Bashar Assad, levaria a uma catástrofe. "(Grupos opositores) fora da Síria fazem crescentes apelos à comunidade internacional para que ataquem o regime de Assad com bombas", disse Lavrov a jornalistas, em Berlim.

"Isto é muito arriscado. Eu chego mesmo a dizer que isso levaria a região a uma catástrofe."

 

As informações são da Dow Jones

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