Rússia e China emperram moção da ONU contra Síria

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) discutirá hoje uma condenação formal à Síria pela reação violenta do regime do presidente Bashar Assad contra manifestações que exigem reformas democráticas. Ontem, China e Rússia - países com poder de veto no órgão máximo das Nações Unidas - entraram no caminho de americanos e europeus e impediram que fosse adotada uma resolução contra Damasco.

AE, Agência Estado

27 de abril de 2011 | 07h58

O Conselho de Segurança também estuda determinar ao Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU uma investigação sobre as denúncias de abusos cometidos pelo regime Assad. Ontem, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, foi ao conselho dirigir-se diretamente aos seus 15 integrantes em favor tanto da condenação quanto da investigação internacional.

"Pessoalmente, condeno a continuidade da violência contra manifestantes pacíficos e, particularmente, o uso de tanques e de armas de fogo, que mataram e feriram centenas de pessoas. As autoridades sírias têm a obrigação de proteger os civis e de respeitar seus compromissos internacionais, incluindo os direitos de expressão e de liberdade de reunião", afirmou. "Eu concordo que se faça uma investigação transparente, independente e efetiva."

O projeto de condenação à Síria foi apresentado por França, Grã-Bretanha, Portugal e Alemanha e segue, basicamente, o mesmo enunciado da declaração de Ban à imprensa. O tema voltará a ser discutido hoje pelo Conselho de Segurança, desta vez com o relato mais detalhado de autoridades da área de direitos humanos da ONU. Se aprovada, essa primeira censura ao governo de Assad poderá ser seguida por um projeto de sanção, caso a violência contra civis continue. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
SíriaprotestosONUChinaRússia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.