Rússia e China realizarão manobras militares conjuntas

Rússia e China vão realizar grandes manobras militares conjuntas no próximo ano, em território chinês, envolvendo submarinos e possivelmente bombardeiros estratégicos, anunciou o ministro da Defesa russo. As manobras pretendem aprofundar os novos laços militares entre os dois países, e analistas viram o anúncio como uma resposta da Rússia aos recentes atritos com os EUA e outras nações ocidentais sobre as eleições presidenciais na Ucrânia. "Pela primeira vez na história, concordamos em realizar um grande exercício militar conjunto com a China em território chinês, na segunda metade do ano que vem", afirmou o ministro Sergei Ivanov, numa reunião ministerial encabeçada pelo presidente Vladimir Putin, segundo relato da agência de notícias Itar-Tass. "O lado russo não entrará com grande número de soldados, mas, sim, com armas de última geração - da Marinha, Aeronáutica, aviação de longo alcance, submarinos, para praticar uma interação com a China em diferentes formas de manobras militares", teria dito Ivanov a Putin. Depois de décadas de rivalidade, Moscou e Pequim desenvolveram o que chamam de parceria estratégica, a partir do fim da União Soviética. A China tornou-se o principal cliente de armas da Rússia, comprando bilhões de dólares em caças, mísseis, submarinos e destróieres.

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