Rússia e EUA afastam risco de pacto se romper

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, encontraram-se ontem para trocar garantias sobre os projetos de construção de escudos antimísseis no leste da Europa. Com o acerto, o líder russo confirmou que manterá Moscou no Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (Start). Na última semana, Moscou tinha ameaçado se retirar da convenção, sugerindo que o escudo poderia abrir espaço para uma nova Guerra Fria.

AE, Agência Estado

27 de maio de 2011 | 08h46

A nova distensão nas relações entre EUA e Rússia foi selada num encontro paralelo à cúpula do G-8 (grupo dos países mais ricos e a Rússia), aberta ontem, na França. Descontraídos, Obama e Medvedev discutiram também a crise no mundo árabe. Segundo o americano, os dois países trabalharão juntos para manter o equilíbrio estratégico, o que inclui os projetos de defesa para o Leste Europeu.

"Vamos seguir o diálogo sobre o escudo antimísseis e trabalhar juntos para implementar uma configuração do sistema que corresponda aos interesses dos dois países, garanta o equilíbrio estratégico e seja capaz de responder às ameaças pontuais", disse Obama, em entrevista coletiva conjunta. Para Medvedev, o impasse que se arrasta desde meados da década não será resolvido nem em curto nem em médio prazos. "A questão será resolvida no futuro, no ano de 2020, por exemplo", estimou o russo, lançando a responsabilidade aos seus sucessores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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