Edgar Su / Reuters
Edgar Su / Reuters

Rússia e EUA concordam sobre como eliminar arsenal sírio, diz Putin

Líder russo diz que há um entendimento comum sobre o que precisa ser feito com as armas químicas

O Estado de S. Paulo,

08 de outubro de 2013 | 07h33

BALI, INDONÉSIA - Os governos da Rússia e Estados Unidos concordam sobre como eliminar as armas químicas da Síria, disse o presidente russo, Vladimir Putin, nesta terça-feira, 8, após reunião com o secretário de Estado americano, John Kerry. As declarações do líder russo foram dadas um dia depois de o Kremlin e Washington terem concordado em marcar para novembro uma conferência de paz sobre a Síria.

"Nós temos um entendimento comum sobre o que precisa ser feito e como. Estou muito feliz que o presidente  Obama esteja tomando essa posição ", disse Putin a jornalistas no final do cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) na ilha indonésia de Bali.

Especialistas internacionais encarregados de iniciar o processo de verificação e eliminação das armas químicas chegaram à Síria no início deste mês. A Rússia, aliada de longa data da Síria e fornecedora de armas ao país, se ofereceu para ajudar no processo de destruição.

Putin acredita que os peritos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) será capaz de realizar o objetivo de eliminar as armas químicas da Síria dentro de um ano. "Nós, os americanos e toda comunidade internacional confiamos neles", disse ele. "Se eles estão dizendo que é possível fazer isso em um ano, então que assim seja."

A equipe de especialistas, apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem o objetivo de supervisionar a destruição da linha de produção de armas químicas da Síria e equipamento de mistura a partir de 1º de novembro, e lidar com todos os materiais de armas químicas até o final de junho de 2014.

Putin elogiou a Síria pela cooperação com o plano para destruir seu arsenal químico, um acordo mediado por Moscou e Washington no mês passado em meio a uma possibilidade de ataques militares dos EUA contra as forças do presidente sírio, Bashar Assad. / REUTERS

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