Anastasia Vlasova/EFE
Anastasia Vlasova/EFE

Rússia e EUA trocam acusações sobre ação de tropas na Ucrânia

Escalada retórica ocorre em meio a sinais de que perde força o acordo de Minsk para encerrar o combate entre Exército e rebeldes

O Estado de S. Paulo

23 de abril de 2015 | 16h25

A Rússia e os Estados Unidos trocaram acusações nesta quinta-feira, 24, sobre a presença de tropas dos dois países na Ucrânia, um dia após Washington e o Kremlin terem voltado a reforçar sua posição no entorno da zona de conflito.

A escalada retórica ocorre em meio a sinais de que perde força o acordo fechado em Minsk para encerrar o combate. Ainda que os confrontos estejam mais brandos, tropas ucranianas e os rebeldes pró-Rússia têm trocado disparos nos últimos dias perto de cidades do leste ucraniano como Donetsk e Mariupol.

Um reforço nas forças russas ao longo da fronteira com a Ucrânia foi o presságio para intensos confrontos dentro da Ucrânia no ano passado. Na quarta-feira, uma porta-voz do Departamento do Estado acusou a Rússia de reforçar seus sistemas de defesa aérea no leste ucraniano. A porta-voz disse que tropas russas também estavam participando de exercícios de treinamento com rebeldes pró-Rússia na área, violando os termos do cessar-fogo.

O Departamento do Estado disse que o secretário de Estado americano, John Kerry, discutiu a situação da Ucrânia na quarta-feira com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e pediu a retirada das tropas russas da Ucrânia. A Rússia negou várias vezes manter tropas na Ucrânia.

Também hoje, um porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, negou as alegações do Departamento do Estado. O porta-voz acusou os EUA de enviar tropas à zona de combate e disse que os norte-americanos estavam treinando tropas ali perto das cidades de Mariupol, Severodonetsk, Artyomovsk e Volnovakha.

Nesta semana, os EUA formalmente começaram a treinar tropas ucranianas em uma base no oeste ucraniano, perto da fronteira com a Polônia. Washington nega ter tropas em outras partes da Ucrânia e negou as acusações feitas hoje por Konashenkov, qualificando-as como "ridículas". 

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