Rússia e EUA veem acordo com Irã próximo

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, manifestaram-se otimistas ontem em relação a um acordo de longo prazo sobre o programa nuclear do Irã. A previsão é a de que um acerto seja alcançado até 24 novembro. No entanto, o presidente iraniano, Hassan Rohani, foi mais cauteloso e disse que são necessárias "decisões corajosas" para se obter um entendimento e qualquer acordo sem a retirada de todas as sanções contra Teerã é "inaceitável".

NOVA YORK, EUA , O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2014 | 02h02

O Irã e o grupo P5+1 (formado por EUA, França, Grã-Bretanha, China, Rússia e Alemanha) têm até novembro para concluir as conversações. Eles mantiveram uma reunião em Nova York, paralela à Assembleia-Geral da ONU.

Em entrevista coletiva, Rohani criticou o "avanço lento" das negociações e reiterou que seu país não abrirá mão do programa. "Temos de olhar para o futuro e tomar decisões corajosas. O Irã nunca vai se render em seu direito legal de possuir atividades nucleares civis", disse.

O ministro francês das Relações Exteriores, Lauren Fabius, também ressaltou a falta de "avanços significativos" nas negociações.

Kerry, porém, disse ter "grande esperança" de que o acordo será alcançado. "O acordo provisório que alcançamos com o Irã (em novembro de 2013) tornou o mundo mais seguro, pois as reservas nucleares que estavam em 20% foram reduzidas", disse o secretário.

Lavrov, também em tom otimista, disse que ambos os lados estão interessados em resolver as "pequenas, mas muito importantes, questões que ainda prevalecem sobre as negociações".

Diplomacia. Em sua segunda visita como presidente do Irã aos EUA, Rohani afirmou ontem que as relações de seu país com Washington "não têm de ser hostis sempre". As duas nações romperam após a Revolução Iraniana de 1979. A eleição do moderado Rohani, em 2013, fez ressurgir esperanças de aproximação. / REUTERS e EFE

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