Rússia e Líbano participarão de reunião sobre a Líbia

A Rússia e o Líbano vão participar da reunião "Amigos da Líbia", organizada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy e que vai discutir o futuro do país após a queda de Muamar Kadafi. Já a África do Sul recusou o convite para o evento marcado para quinta-feira em Paris.

AE, Agência Estado

31 de agosto de 2011 | 11h50

O representante do presidente Dmitry Medvedev será Mikhail Margelov, informou uma fonte do Ministério de Relações Exteriores da Rússia à agência de notícias Interfax. "Mikhail Margelov vai para Paris para a reunião após receber o convite", afirmou a fonte. O próprio Margelov confirmou à RIA Novosti que a "Rússia vai participar" do encontro.

O Líbano também confirmou presença, informou um funcionário do governo nesta quarta-feira. "O Líbano foi convidado para participar da conferência em Paris sobre o futuro da Líbia e será representado pelo primeiro-ministro Najib Mikati e pelo ministro de Relações Exteriores Adnan Mansur", disse ele à agência France Presse, pedindo anonimato, pois não está autorizado a falar com a imprensa.

Beirute reconheceu o Conselho Nacional de Transição como o governo legal da Líbia e em setembro vai presidir temporariamente o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Já a África do Sul recusou o convite e não vai participar da reunião. Clayson Monyela, porta-voz do Departamento de Cooperação e Assuntos Internacionais, disse nesta quarta-feira que nenhum representante sul-africano vai participar da reunião organizada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy. Monyela recusou-se a explicar o motivo ou confirmar se o país foi convidado.

"A África do Sul não vai participar", disse ele em breve resposta por e-mail a perguntas sobre a conferência em Paris.

Na semana passada, Sarkozy anunciou o projeto de realizar uma conferência entre os países que apoiaram os rebeldes durante seus seis meses de confronto contra as forças do coronel Muamar Kadafi. Um funcionário do governo francês disse nesta quarta-feira que delegações de cerca de 60 países e instituições internacionais devem participar do encontro, dentre eles Rússia e China, que não participaram da intervenção militar.

A conferência deve discutir o envio de recursos para a Líbia, além de treinamento policial e o reconhecimento diplomático do futuro governo. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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