Muhammad HAJ KADOUR / AFP
Muhammad HAJ KADOUR / AFP

Rússia e Turquia criarão zona desmilitarizada na Síria 

Pelo acordo entre Putin e Erdogan, armas pesadas serão retiradas e grupos radicais terão de deixar a região 

O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2018 | 21h41

SOCHI, RÚSSIA - Tropas russas e turcas estabelecerão uma nova zona desmilitarizada na Província de Idlib, na Síria, da qual se exigirá a saída de rebeldes radicais. A informação foi anunciada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin nesta segunda-feira, 17, depois de uma reunião com seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan.

A Rússia, maior aliada do presidente da Síria, Bashar Assad, em sua luta contra os rebeldes, vem se preparando para uma ofensiva em Idlib, cidade de 3 milhões de habitantes controlada por insurgentes. No entanto, depois das conversas de Putin com Erdogan, que se opôs a uma operação militar contra os rebeldes de Idlib, o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, disse que não haverá mais uma ofensiva.

Putin disse hoje que, pelo acordo, todas as armas pesadas serão retiradas da zona desmilitarizada e os rebeldes radicais, incluindo a Frente al-Nusra, terão de se retirar da região.

Ataque

“A zona desmilitarizada entrará em vigor no dia 15 de outubro”, disse Putin a repórteres em sua residência, situada no resort de Sochi, às margens do Mar Negro. A zona, afirmou o presidente russo, terá entre 15 e 25 km de extensão e será patrulhada por unidades móveis de soldados turcos e russos. Não ficou claro se a zona desmilitarizada incorporará a própria cidade de Idlib – o que exigiria a saída dos insurgentes. 

A cidade de Latakia, no noroeste da Síria, sofreu um ataque com mísseis lançados do mar, informou a agência oficial de notícias Sana. Vários deles caíram em uma área industrial da cidade. Outros foram destruídos pelas defesas antiaéreas da Síria antes de atingirem seus alvos, segundo uma fonte militar.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, ONG que monitora o conflito, também registrou o ataque e afirmou que os mísseis atingiram um armazém com munições. A organização disse que ainda não sabia se o armazém pertencia às tropas leais ao presidente Assad ou ao Irã, aliado do governo da Síria.

No sábado, a Sana afirmou que o sistema de defesa antiaérea da Síria interceptou vários mísseis israelenses. O alvo do ataque seria o aeroporto internacional da capital Damasco. / REUTERS e EFE

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