Maxim Guchek/BelTA Pool Photo via AP
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Rússia e Ucrânia vão se encontrar para terceira rodada de negociações

Em sua página no Facebook, o negociador ucraniano David Arakhamia afirmou que uma nova reunião está marcada para a próxima segunda-feira, 7

Redação, O Estado de S. Paulo

05 de março de 2022 | 15h42

Rússia e Ucrânia realizarão uma terceira rodada de negociações na próxima segunda-feira, 7, para tentar entrar em acordo sobre o fim do conflito que já dura mais de 10 dias, disse o negociador ucraniano David Arakhamia em um post no Facebook neste sábado, 5, sem fornecer mais detalhes.

Até o momento, delegações dos dois países tiveram duas rodadas de negociações desde o início do conflito, mas não chegaram a nenhum acordo para cessar-fogo em território ucraniano.

Na quinta-feira, 3, os dois lados concordaram em abrir corredores humanitários para permitir que civis saíssem de algumas zonas de combate, mas a Ucrânia acusou a Rússia de furar o pacto com ataques e decidiu suspender a retirada de civis de algumas cidades atingidas, por motivo de segurança. 

"A terceira rodada de negociações acontecerá na segunda-feira", escreveu Arakhamia, que também é o líder da facção parlamentar do partido do presidente ucraniano Volodimir Zelenski.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse no sábado que a tentativa de Zelenski de garantir ajuda direta da Otan no conflito entre seus países não estava ajudando nas negociações, mas que Moscou estava pronta para uma terceira rodada. 

A Otan recusou na sexta-feira, 4, o apelo de Zelenski para criar uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, levando o presidente ucraniano a dizer que a aliança deu à Rússia luz verde para continuar sua campanha de bombardeios.

Mais cedo neste sábado, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitro Kuleba, disse que estava aberto a conversas com Lavrov, mas apenas se fossem "significativas".

O Kremlin disse na sexta-feira que o progresso nas negociações dependeria da reação de Kiev à posição de Moscou sobre como encerrar a guerra, que havia sido transmitida à Ucrânia na quinta-feira./REUTERS

 

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