Rússia e UE se opõe a sanções adicionais dos EUA contra o Irã

Os Estados Unidos querem que seus aliados vão além das sanções da ONU contra o Irã e coíbam investimentos no país, mas segundo diplomatas ocidentais, Washington enfrenta resistência russa e européia. "Vários países, inclusive a Rússia, sentem que os EUA estão intimidando-os a acabar negócios mesmo que legítimos com o Irã devido à disputa nuclear", disse à Reuters uma fonte familiarizada com a questão. O Conselho de Segurança da ONU aprovou em dezembro uma resolução com sanções limitadas ao Irã devido à sua recusa em suspender o programa de enriquecimento de urânio, que os EUA e outros temem ser voltado para a produção de armas nucleares.O Irã afirma que todos seu programa atômico é exclusivamente pacífico. "Certamente estamos interessados em trabalhar não só com os europeus, mas com todos os membros da ONU para garantir que (a resolução) seja plenamente implementada", disse em Washington o porta-voz do Departamento de Estado, Tom Casey. O subsecretário norte-americano de Estado, Nicholas Burns, defendeu neste mês que os governos europeus restrinjam bilhões de euros em créditos de exportação disponíveis para o comércio com o Irã. Burns também criticou o comércio bélico mantido por Rússia e China com Teerã. "A meta dos EUA é tornar virtualmente impossível investir no Irã. Não se trata de parar a venda de tecnologia de duplo uso (civil e militar). Eles estão tentando manter os investidores longe do Irã e estão trabalhando duro para manter o preço do petróleo baixo", disse um diplomata europeu. Um diplomata de um país europeu do G8 disse que, na reunião do bloco industrializado na semana passada em Berlim, a Rússia se queixou de ser mais prejudicada com as sanções do que os demais, devido às suas estreitas relações comerciais com o Irã.

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