Rússia entra em contato com oposição síria

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarou que Moscou propôs a realização de conversações com a principal coalizão de oposição síria, apesar das críticas russas aos países ocidentais que reconhecem o grupo.

AE, Agência Estado

28 de dezembro de 2012 | 11h32

Lavrov disse aos jornalistas nesta sexta-feira que a Rússia entrou em contato com a Coalizão Nacional Síria da Oposição e das Forças Revolucionárias por meio da embaixada russa no Egito e "expressamos nossa prontidão para conduzir uma reunião" com o líder da coalizão, Mouaz al-Khatib.

O comunicado foi feito após declarações de autoridades, dentre elas o presidente Vladimir Putin, que sugerem que a Rússia aceitou o fato de que seu antigo aliado, o presidente Bashar Assad, está perdendo o poder.

A coalizão opositora foi formada em novembro e reconhecida por países do Ocidente como representante legítimo do povo sírio. A Rússia criticou o reconhecimento como algo contrário aos acordos para buscar uma transição política na Síria.

Embora a aproximação de Moscou com a Coalizão Nacional Síria não signifique um reconhecimento formal, trata-se da constatação do significado do grupo. Porém, a Rússia parece estar lentamente se distanciando de Assad. Na semana passada, Putin disse que a Rússia "não está tão preocupada com o destino do regime de Assad" e que "sem dúvida, há um clamor por mudanças".

Após uma reunião com o ministro de Relações Exteriores do Egito, Mohamed Kamel, Lavrov disse que Rússia também pede a Assad que faça esforços para um acordo político.

Em reunião realizada na quinta-feira com o vice-ministro de Relações Exteriores sírio, Faisal Mekdad, Lavrov declarou que "pedimos à liderança síria que faça o máximo para estender sua prontidão para o diálogo com a oposição".

O enviado da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, vai se encontrar com Lavrov no sábado em Moscou. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
RúsiaSíriaoposiçãoLavrov

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.