REUTERS/Yoruk Isik
REUTERS/Yoruk Isik

Rússia envia navio de guerra para a costa síria

Fragata Admiral Grigorovich carrega mísseis de cruzeiro Kalibr, o equivalente russo aos americanos Tomahawk, usados no ataque dos EUA à base aérea na Síria

O Estado de S.Paulo

08 Abril 2017 | 21h14

MOSCOU - Um navio de guerra russo armado com mísseis de cruzeiro foi enviado para a Síria como parte de uma resposta de Moscou aos ataques dos EUA à base síria de Shayrat, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

As reações agressivas da Rússia ofuscaram a visita que o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, faria a Moscou. Sua reunião antecipada com o presidente russo, Vladimir Putin, será dedicada agora a alcançar um entendimento com relação à Síria.

A fragata Admiral Grigorovich alcançou o grupo de ao menos seis navios de guerra que navegam pela costa síria, de acordo com informações da mídia estatal russa. Ela carrega mísseis de cruzeiro Kalibr, o equivalente russo aos mísseis americanos Tomahawk, usados no ataque de quinta-feira.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e Tillerson conversaram por telefone sobre a situação na Síria, segundo um comunicado do ministério russo. Lavrov citou que "um ataque contra um país cujo governo combate o terrorismo somente é favorável para os extremistas e cria ameaças adicionais para a segurança global e regional".

O ministro russo também disse a Tillerson que as alegações de que o Exército sírio usou arma química na Província de Idlib no dia 4 de abril não correspondem à realidade. O ministério afirmou que Lavrov e seu colega americano concordaram em continuar as discussões sobre a Síria pessoalmente.

A base aérea síria que foi alvo de ataque de mísseis de cruzeiro dos EUA está operando novamente, confirmou neste sábado o governador da província síria de Homs. "O aeroporto está operando em uma primeira fase", disse o governador de Homs, Talal Barazi. "Aviões decolaram dele", acrescentou, sem dizer quando.

O presidente americano, Donald Trump, sugeriu em uma publicação no Twitter que a pista de pouso e decolagem em si não foi alvo do ataque a mísseis. "A razão pela qual você geralmente não atinge pistas é que elas são fáceis e baratas de serem consertadas rapidamente." / REUTERS e EFE

 

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