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Rússia envia seus caças mais modernos para a guerra na Síria

Aviões de ataque levam até oito toneladas de amas e têm grande capacidade de rastrear alvos a longas distâncias

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2018 | 05h00

A Rússia enviou seus caças mais modernos, os Su-57, para a guerra civil da Síria, onde, há seis anos, o governo de Vladimir Putin apoia o regime ditatorial de Bashar Assad. Só na semana passada, o conflito provocou ao menos 500 mortes. 

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Os aviões, dois do lote de apenas 10 unidades produzidas pela agência Sukhoi Kn, estão na base de Khmeimim, utilizada pela aviação russa, e foram fotografados no solo pelo satélite de sensoriamento Eros B, de Israel. No sábado, teriam sido despachadas para a instalação outras duas aeronaves do mesmo tipo. É um movimento ousado.

Os Su-57 são os primeiros supersônicos de ataque de 5.ª geração do arsenal russo. Construídos com tecnologia stealth (pouco visível aos radares), podem manter por longos períodos voo em velocidade acima da barreira sônica, e têm recursos que permitem ultra manobrabilidade.

Relativamente compacto, com 19,8 metros de comprimento e envergadura de 13.95 metros, leva até 8 toneladas de armas em 12 pontos de fixação sob as asas, mais um canhão de 30 milímetros. Todos os sistemas digitais de bordo foram desenvolvidos especificamente para o caça e a respeito do conjunto há poucas informações. O fabricante anuncia “capacidade única de localização e rastreamento de alvos a longas distâncias no ar e em terra”.

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Na Síria, o caça da Rússia pode encontrar – mas dificilmente haverá um confronto – o equivalente feito nos Estados Unidos, o F-22 Raptor, da Lockheed-Martin. Há diferenças entre os projetos. O primeiro voo do Sukhoi foi em 2010. O programa sofreu com a aplicação de cortes orçamentários e dificuldades técnicas até o início das entregas, ainda em caráter de pré-série, em 2017. 

A encomenda pretendida é de 100 jatos, com recebimento na cadência de 12 ao ano. Até agora foram investidos US$ 10 bilhões no desenvolvimento do projeto. O preço de aquisição de cada avião operacional está na faixa estimada de US$ 50 milhões. 

O F-22, apresentado em 1997 como “o caça definitivo para a missão de dominação aérea”, custou até agora US$ 66,5 bilhões ao contribuinte americano. A encomenda inicial de cerca de 400 aviões passou por reduções, acabou em 195 Raptors, dos quais 187 na versão final, contratados a US$ 150 milhões a peça.

 

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