REUTERS/Abdalrhman Ismail
REUTERS/Abdalrhman Ismail

Rússia espera cessar-fogo ‘nas próximas horas’ em Alepo, maior cidade da Síria

Região sofre com novos combates e bombardeios, que atingiram mais uma vez um centro médico. Aumento de violência implodiu a trégua promovida por Rússia e EUA, em vigor desde 27 de fevereiro

O Estado de S. Paulo

04 Maio 2016 | 14h46

BEIRUTE - Moscou busca um cessar-fogo "nas próximas horas" em Alepo, cidade no norte da Síria, onde novos combates e bombardeios fizeram 19 mortos, atingindo mais uma vez um centro médico.

A pedido da Grã-Bretanha e França, o Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta quarta-feira, 4, para evocar a situação na capital econômica síria. "Alepo arde", resumiu o embaixador britânico na ONU, Matthew Rycroft.

Segundo um fotógrafo da agência de notícias France-Presse, o setor controlado pelo governo em Alepo viveu seu dia mais duro desde a retomada das hostilidades em 22 de abril. Mais de 270 pessoas morreram nos últimos 12 dias na cidade, dividida entre setores rebeldes e do governo.

O aumento da violência implodiu a trégua promovida por Rússia, aliada de Damasco, e pelos EUA, que apoiam a oposição, e que entrou em vigor em 27 de fevereiro.

"Alepo é uma cidade-mártir, que está no centro da resistência ao (presidente sírio) Bashar Assad", enfatizou o embaixador francês François Delattre, ao comparar o caso com a situação de Sarajevo durante a guerra na Bósnia. "Alepo está em chamas e é imprescindível que nos concentremos neste assunto de máxima prioridade", afirmou o embaixador britânico Matthew Rycroft.

Alarmado com essa degradação, o enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, viajou para Moscou na terça-feira para se encontrar com o chanceler russo, Serguei Lavrov. "Temos de garantir que o fim das hostilidades volte para o caminho certo", disse.

Na segunda-feira, De Mistura se reuniu com o o secretário de Estado americano, John Kerry, e disse esperar que Rússia e EUA tentem convencer os diferentes envolvidos no conflito a restabelecer a trégua. /AFP

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