Rússia fecha bases militares em Cuba e Vietnã

Num esforço para economizar dinheiro para suas despesas militares internas, o Kremlin decidiu fechar as bases militares russas em Cuba e no Vietnã, instaladas durante a Guerra Fria, anunciou hoje um alto oficial das Forças Armadas. Ao mesmo tempo, a Rússia gastará quase US$ 1 bilhão a mais, neste ano, na compra de novos armamentos, disseram funcionários após uma reunião que descreveram como "tempestuosa" de chefes militares no ministério da Defesa, tendo à frente o presidente Vladimir Putin. "O presidente nos convocou para encontrar meios de economizar recursos, inclsive (um esforço neste sentido) dentro da área militar", disse o general Anatoly Kvashnin, chefe do Estado Maior das Forças Armadas. Kvashin acrescentou que a Rússia desmantelará a estação de radar e interceptação de comunicações construída em Lurdes, Cuba, e a base naval de Cam Ranh, no Vietnã. Falando à agência russa Interfax, Putin esclareceu, no entanto, que esta decisão não significa que a Rússia tenha renunciado a prosseguir com "a cooperação economômica com Cuba e com o Vietnã". O presidente russo destacou ainda que Moscou é favorável à "eliminação total das sanções econômicas" dos EUA contra Havana. Segundo Putin, o fechamento das bases é necessário para "concentrar todos os esforços, incluindo os relativos à área financeira", para reformar as Forças Armadas russas, modernizar os armamentos e melhorar os salários. A retirada da base vietnamita começará em 1º de janeiro, mas não foi marcada a data para a retirada dos russos da estação cubana. A estação de espionagem eletrônica de Cuba foi construída em 1964, pouco após a cirse dos mísseis de 1962, para decidir "questões de defesa durante esse perído da Guerra Fria", explicou Kvashnin, que expressou sua concordância com o presidente. "Agora a situação militar e política mudou e houve uma grande melhora na qualidade dos equipamentos militares", afirmou o general. Ele disse que o fechamento da estação cubana poupará para os russos US$ 200 milhões por ano apenas com aluguel, sem contar os gastos com o pessoal e de manutenção. "Com esse dinheiro - acrescentou Kvashnin -, podemos comprar e lançar 20 satélites de comunicação, inteligência e informação, além de comprar até 100 radares ultramodernos".

Agencia Estado,

17 Outubro 2001 | 14h49

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