Henry Romero/REUTERS
Henry Romero/REUTERS

Rússia fecha espaço aéreo no leste da Ucrânia e EUA temem invasão nesta madrugada

Secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse que não pode definir 'data ou hora exata' para movimento, mas que 'tudo está pronto para Moscou avançar'

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2022 | 22h16

WASHINGTON - A crise na Ucrânia se intensificou na noite desta quarta-feira, 23, com a Rússia fechando parte do espaço aéreo na fronteira e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmando acreditar que uma invasão russa pode acontecer ainda esta noite. 

A região afetada pelo fechamento aéreo foi a de Rostov, na fronteira leste com a Ucrânia. O governo russo ainda não se pronunciou oficialmente sobre a medida.

Voos de aeronaves civis no espaço aéreo da Ucrânia estão "restritos devido ao risco potencial para a aviação civil", disse um aviso direcionado a aviadores e confirmado pela agência Reuters. Mais cedo, ao menos três aeroportos ucranianos -- Dnipro, Kharkiv e Zaporizhzhia -- haviam sido fechados para o tráfego.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou em entrevista à emissora NBC que  "tudo parece estar preparado para a Rússia realizar uma grande agressão contra a Ucrânia". Perguntado se havia possibilidade de uma invasão ocorrer ainda na noite desta quarta-feira, ele respondeu afirmativamente.

O chefe da diplomacia dos EUA disse ainda que "não pode definir uma data ou hora exata" para esse movimento, mas reiterou que "tudo está pronto para a Rússia avançar".

Pouco antes, diplomatas confirmaram um encontro do Conselho de Segurança da ONU que deve ter início às 23h30 (horário do Brasil). Os líderes do grupo dos sete países mais ricos do mundo, o G7, irão se reunir nesta quinta-feira, 24, informou a Casa Branca.

As convocações acontecem em meio a um aumento da tensão na região, pouco tempo após o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, ir à televisão pedir que a guerra seja evitada. “Os ucranianos querem paz”, disse ele em discurso que parecia direcionado aos russos.

Mais cedo, rebeldes ucranianos pró-russos pediram ajuda militar a Moscou, um movimento que era esperado e poderia servir de pretexto para a invasão russa.

Cerca de 80% dos 190 mil soldados russos e forças separatistas da Ucrânia estão mobilizadas para o combate apenas à espera da ordem do presidente Vladimir Putin, disse o Departamento de Defesa dos Estados Unidos nesta quarta-feira. /Com agências

 

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