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Rússia intensifica bombardeios ao Estado Islâmico, e Hollande recebe Kerry em Paris

Segundo presidente da Rússia, Vladimir Putin, explosão do voo da Metrojet, que deixou 224 mortos na península do Sinai, no Egito, foi um atentado terrorista; França e Rússia bombardeiam Raqqa

Andrei Netto - CORRESPONDENTE/PARIS, O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2015 | 08h38

PARIS - As Forças Aérea da França e da Rússia intensificaram na madrugada desta terça-feira, 17, os bombardeios à cidade de Raqqa, na Síria, quartel-general do grupo terrorista Estado Islâmico. As operações militares aconteceram horas antes de o serviço secreto da Rússia, o FSB, e o presidente Vladimir Putin confirmarem que a explosão do Airbus A321 da companhia russa Metrojet, que matou 224 pessoas no Sinai, no Egito, em 31 de outubro, foi de fato provocada por um atentado terrorista. A mobilização política continua em Paris, onde o presidente François Hollande recebe nesta manhã o secretário de Estado americano, John Kerry.

Na segunda-feira, em pronunciamento solene ao Parlamento, realizado no Palácio de Versalhes, Hollande havia informado que se reuniria nas próximas horas com o presidente americano, Barack Obama, e Putin para exortá-los à formação de "uma grande e única coalizão" internacional para atacar o Estado Islâmico na Síria.

Os conselheiros militares do Palácio do Eliseu estão convencidos de que os bombardeios aéreos não serão suficientes para erradicar o grupo terrorista, que atingiu Paris pela segunda vez em 2015 deixando 129 mortos e 352 feridos nos atentados realizados na sexta-feira.

Pela segunda noite consecutiva, aviões da Força Aérea da França atacaram posições do Estado Islâmico em Raqqa. O porta-aviões Charles de Gaulle também será deslocado para a região para triplicar a capacidade de bombardeio francesa na Síria e no Iraque.

Há poucas horas, a Rússia também anunciou ter atacado posições do grupo terrorista. "A ação militar de nossa aviação na Síria será não apenas mantida, mas intensificada para que os criminosos se deem conta de que o castigo é inevitável", afirmou Putin, ao confirmar o atentado contra o voo da empresa Metrojet.

A França já anunciou que convocará uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas para debater a resposta internacional ao Estado Islâmico. Além de convocar outros países da União Europeia a agir contra o grupo terrorista, Paris cogita evocar a necessidade de intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) a participar das operações militares.

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