DIDA SAMPAIO/AE
DIDA SAMPAIO/AE

Rússia investiga roubos em fábrica de Kalashnikov na Venezuela

Linha de produção de munição e fuzis foi feita com base em acordos comerciais assinados entre Putin e o governo de Nicolás Maduro

EFE, MOSCOU

17 de abril de 2019 | 15h34

A Rússia investiga os roubos detectados pela estatal Rostec durante a construção de uma fábrica de fuzis Kalashnikov na Venezuela. "A  Rostec detectou os roubos e se dirigiu à procuradoria e ao Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB). Realizamos uma inspeção, detectamos que os roubos realmente aconteceram e foi aberto um processo penal", afirmou nesta quarta-feira, 17, o chefe da Procuradoria-Geral da Rússia, Dmitri Demeshin. 

Ele lembrou que as fábricas estão sendo construídas na Venezuela "com base em acordos de comércio exterior" e são compostas por linhas de produção de munição e fuzis. Segundo Demeshin, atualmente o processo está em fase de "investigação ativa". 

Em fevereiro, o diretor-geral da Rostec, Serguei Chemezov, informou que as obras da fábrica terminariam antes do fim do ano, mas veículos de imprensa russos indicaram, em janeiro, que a construção foi adiada diversas vezes em razão de escândalos de corrupção. 

O ex-senador russo Serguei Popelniujov, cuja companhia estava a cargo do projeto, foi condenado pelo roubo de cerca de US$ 16 milhões. A defesa de Popelniujov alegou que as fábricas não foram construídas no prazo previsto em razão da hiperinflação que afeta a Venezuela. 

O governo venezuelano é o maior comprador de armas e equipamento bélico russo da América Latina, já que a Rússia outorgou a Caracas créditos para as aquisições. Os contratos de cooperação técnico-militar entre Rússia e Venezuela ultrapassam US$ 11 bilhões. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.