Rússia lembra dois anos do afundamento do Kursk

Com cerimônias solenes, inaugurações de monumentos, lançamento de flores ao mar e a ausência sentida de autoridades do alto escalão, a Rússia comemorou hoje o segundo aniversário do afundamento do submarino nuclear Kursk, no qual morreram 118 marinheiros. Em Moscou, oficiais militares e civis desvelaram um monumento de bronze em honra da tripulação do submarino, que pereceu no fundo do Mar de Barents em 12 de agosto de 2000 em um dos mais devastadores desastres da era pós-soviética. O monumento, construído na esplanada do Museu das Forças Armadas, retrata um marinheiro de pé sobre um submarino que se afunda no mar. Ele foi dedicado "aqueles que morreram em cumprimento de seus deveres militares". Os familiares dos tripulantes e outras pessoas se congregaram em igrejas e cemitérios de toda a Rússia para render homenagem aos marinheiros mortos, enquanto que a Frota do Norte içou uma bandeira a meio pau. Na aldeia ártica de Vidyayevo, lugar do qual o Kursk zarpou pela última vez, foi inaugurado um monumento de granito negro e os residentes lançaram cravos vermelhos ao mar. Hoje, o presidente Vladmir Putin e outros líderes políticos russos foram duramente criticados pela mídia por sua ausência nas homenagens. O Kursk, um dos submarinos russos mais avançados, sofreu duas poderosas explosões durante manobras navais, que, segundo o Ministério da Justiça, foram causadas pelo vazamento de peróxido de hidrogênio para torpedos. Depois desta conclusão, a investigação sobre a causa do acidente com o submarino foi declarada concluída pelo governo russo. A Marinha russa retirou de serviço todos os mísseis do tipo que explodiram no Kursk, mas muitos críticos afirmam que Moscou não revelou toda a verdade sobre a causa do acidente.

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