Rússia libera crédito de US$ 2 bi para Chávez comprar armas

Presidente venezuelano confirma projeto nuclear com o governo russo e mais gastos militares com Moscou

Associated Press e Efe,

13 de setembro de 2009 | 19h07

A Rússia abriu uma linha de crédito de US$ 2,2 bilhões para que a Venezuela compre veículos blindados e mísseis terra-ar, anunciou neste domingo, 13, o presidente venezuelano, Hugo Chávez. O acordo foi selado na semana passada, quando o líder do país sul-americano visitou Moscou, mas os detalhes foram divulgados apenas neste domingo.

 

Chávez disse que seu país pretende comprar 92 tanques T-72 e sistemas Smerch de lançamento de mísseis. Desde 2005, a Venezuela já comprou US$ 4 bilhões em armas e equipamentos bélicos da Rússia. Segundo Chávez, seu país carece de novas armas para substituir equipamentos obsoletos e para preparar-se para a possibilidade de uma invasão por parte dos Estados Unidos.

 

Nos últimos anos, a Venezuela comprou equipamento militar russo, como 24 caças-bombardeiros Sukhoi-30, 50 helicópteros MI-17, M-26 e M-35 e 100 mil fuzis AK, tudo isso por mais de US$ 3 bilhões, segundo fontes russas. Segundo o governante venezuelano, o novo arsenal inclui "um poderoso sistema antiaéreo" com um número não revelado de foguetes "reativos". "Já assinamos o contrato para estes aparatos", disse Chávez, ao mostrar fotografias do chamado "sistema reativo de 300 milímetros 'Smerch', com um alcance de até 90 quilômetros".

 

"A Venezuela não tem planos de invadir ou agredir ninguém, mas eventuais agressores devem saber que em breve começaremos a montar estes foguetes com seus respectivos radares", declarou o presidente. "Não temos nada escondido", destacou Chávez, que já havia anunciado que faria tais aquisições há meses. No dia 5 de agosto, o chefe de Estado venezuelano disse que "não gostaria de gastar um centavo em armas", mas os Estados Unidos o obrigam a fazê-lo.

 

Chávez ainda confirmou que o país desenvolve um projeto nuclear civil com apoio da Rússia. O líder venezuelano previu que será acusado de querer chegar à bomba atômica, mas disse que a iniciativa obedece ao acordo que Medvedev assinou em uma visita à Venezuela em novembro de 2008: um convênio geral para a cooperação do uso da energia nuclear com fins pacíficos.

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