REUTERS/Khalil Ashawi
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Rússia não cogita uma nova trégua na Síria, diz vice-chanceler

Depois da fim da cessar-fogo no sábado e da retomada dos combates, Serguei Riabkov culpa opositores de Bashar Assad pela falta de condições para que os feridos fosse retirados de Alepo

O Estado de S. Paulo

24 Outubro 2016 | 10h54

MOSCOU - A Rússia não cogita neste momento decretar uma nova trégua humanitária em Alepo, onde foram retomados os combates entre o regime sírio e os rebeldes, informou o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Riabkov.

"A questão de uma renovação da pausa humanitária não está em pauta", declarou o vice-ministro citado pelas agências russa. Uma primeira trégua de três dias expirou no sábado, sem que tenha sido possível retirar os feridos dos bairros sitiados de Alepo.

Para que uma nova pausa nos combates na região possa ocorrer "é necessário que nossos opositores garantam que haverá um comportamento aceitável dos grupos antigovernamentais que impediram a retirada dos feridos", completou Riabkov. Essa foi a primeira manifestação de uma autoridade russa desde o fim da trégua.

O vice-chanceler russo denunciou o posicionamento da coalizão internacional que, na sua opinião, prefere criticar a Síria e a Rússia ao invés de "exercer realmente sua influência sobre a oposição e os rebeldes" para que colaborem na manutenção da trégua.

"Nos últimos três dias, não ocorreu o que era necessário", disse Riabkob, se referindo à pausa efetiva dos combates no país. O vice-ministro afirmou ainda que "não existem condições" para uma nova reunião entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o chanceler russo, Serguei Lavrov, em razão das eleições presidências americanas, marcadas para o dia 8 de novembro. / AFP e REUTERS

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