Rússia não comparece à reunião da ONU sobre Síria

A Rússia está bloqueando os esforços do Ocidente em aprovar uma resolução do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) que aumentaria as sanções contra a Síria a não ser que o governo conceda acesso irrestrito às ajudas humanitárias.

AE, Agência Estado

11 de fevereiro de 2014 | 02h49

O embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vitaly Churkin, disse que usará o poder de veto se for necessário. "O texto não terá nenhum impacto positivo na situação", disse. Churkin não participou das negociações de segunda-feira, em Genebra, assim como o embaixador da China. O embaixador russo classificou a resolução como uma medida política introduzida para agitar as tensões políticas na Síria.

Rússia e China, que apoiam o governo da Síria, já bloquearam outras três resoluções apoiadas pelo Ocidente que pressionariam o presidente Bashar Assad a finalizar a guerra civil que já dura três anos.

Churkin disse que vetará o texto da resolução se for levado à votação no conselho de 15 membros. "O texto não será adotado, isso eu posso dizer", afirmou. O embaixador afirmou que é necessário um trabalho duro e pragmático para resolver os "enormes" problemas humanitários no país.

A resolução proposta pelo Conselho de Segurança, obtida pela Associated Press, coloca a maior parte da culpa da crise humanitária sob o governo sírio. Se as demandas por acesso irrestrito não forem concedidas em 15 dias, a resolução expressa a intenção do conselho em impor sanções não-militares contra indivíduos e entidades responsáveis pela obstrução da ajuda.

O texto também cita a "inaceitável" violência na Síria e a morte de mais de 136 mil pessoas no país, incluindo ao menos 11 mil crianças.

Churkin afirmou que a Rússia está falando sobre o que o Conselho de Segurança pode fazer de modo a melhorar a situação humanitária na Rússia. "Se nós produzirmos algo que seja pragmaticamente útil e se for à votação eu espero que seja adotado", afirmou. Fonte: Associated Press.

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